sexta-feira, outubro 17

Posso até estar equivocado mas acho que nunca publiquei uma lista com os meus filmes favoritos - um dos artifícios mais utilizados por blogs preguiçosos. Bom, chegou a hora de aproveitar a oportunidade. Segue a relação, dividida por gêneros, dos filmes que costumo assistir com sofreguidão (nenhuma novidade para quem lê o blog há algum tempo).

Comédia/Musical
O mágico de Oz (The wizard of Oz) - Victor Fleming
Cantando na chuva (Singin' in the rain) - Stanley Donen e Gene Kelly
Quanto mais quente melhor (Some like it hot) - Billy Wilder
Noivo neurótico, noiva nervosa (Annie Hall) - Woody Allen
A era do rádio (Radio days) - Woody Allen
Barton Fink - Joel e Ethan Coen

Drama/Romance
Casablanca - Michael Curtiz
A felicidade não se compra (It's a wonderful life) - Frank Capra
Crepúsculo dos deuses (Sunset Boulevard) - Billy Wilder
A malvada (All about Eve) - Joseph L. Mankiewicz
Campo dos sonhos (Field of dreams) - Phil Alden Robinson
O marido da cabeleireira (Le mari de la coiffeuse) - Patrice Leconte
Vestígios do dia (The remains of the day) - James Ivory

Guerra
Gallipoli - Peter Weir
Glória feita de sangue (Paths of glory) - Stanley Kubrick

Policial
O falcão maltês (The maltese falcon) - John Huston
O poderoso chefão (The Godfather) - Francis Ford Coppola
Os intocáveis (The untouchables) - Brian De Palma

Suspense
Janela indiscreta (Rear window) - Alfred Hitchcock
Um corpo que cai (Vertigo) - Alfred Hitchcock
O terceiro homem (The third man) - Carol Reed
Um homem meio esquisito (Monsieur Hire) - Patrice Leconte

Western
Os brutos também amam (Shane) - George Stevens
Rastros de ódio (The searchers) - John Ford
O homem que matou o facínora (The man who shot Liberty Valance) - John Ford
Era uma vez no oeste (Once upon a time in the west) - Sergio Leone

terça-feira, outubro 14

Snif, snif... Quem não viu perdeu um jogo dramático e intensamente disputado, superior à maioria dos embates entre marmanjos que testemunhei nos últimos tempos. Pena que a Suécia terminou derrotada. Após um início cauteloso, as duas equipes passaram a criar e desperdiçar chances de gol, mas coube à Suécia inaugurar o marcador em bela trama de sua dupla ofensiva: lançamento de Victoria Svensson e gol de Hanna Ljungberg, que finalmente justificou a fama com uma grande atuação. Vantagem merecida pela ousadia das suecas, que, em alguns momentos, chegaram a exercer marcação por pressão na intermediária adversária. Porém, logo após ser dada a saída para o segundo tempo, a Alemanha chegou ao empate. Animadas com o gol prematuro, as alemãs detonaram uma blitzkrieg pra cima da assustada defesa escandinava. Aí brilhou a goleira Caroline Joensson, cujas defesas espetaculares mantiveram a igualdade no placar. Desgastadas pelo inclemente sol do meio-dia, as suecas estavam praticamente entregues; o gol alemão parecia ser apenas uma questão de tempo. Foi então que Vickan (apelido de Svensson) provocou uma reviravolta no andamento da partida: em lance individual, ela invadiu a área alemã, passou a bola entre as pernas de duas adversárias e por pouco não marcou um golaço. A plasticidade da jogada quebrou um pouco da autoconfiança alemã e, ao mesmo tempo, renovou o ânimo das extenuadas companheiras de Vickan. A Suécia se lançou ao ataque e criou seguidas oportunidades, sempre com as afinadas Svensson e Ljungberg. Oportunidades, aliás, que o time nórdico logo iria lamentar ter perdido. Na prorrogação, a Alemanha impôs sua maior força física (conforme previ no post abaixo), retomou o controle do jogo e marcou o gol que lhe valeu o título. Às suecas só restou desabar no gramado e chorar lágrimas de esguicho.

sábado, outubro 11

Amanhã é dia da final da Copa do Mundo de futebol feminino, Alemanha e Suécia disputam o caneco. Embora tenha beirado a clandestinidade, eu acompanhei a competição com interesse e estarei torcendo pelas conterrâneas de Ingrid Bergman. As alemãs, lideradas pelo panzer Birgit Prinz, são as favoritas disparadas. Para tanto, escudam-se na força física e no estilo de jogo mecânico, o que as torna uma cópia fiel da equipe masculina. A Suécia não chega a ser um primor no trato com a bola, mas seu plantel repleto de beldades conquistou a minha simpatia. Dentro de campo, a equipe escandinava deve apostar suas fichas na artilheira Victoria Svensson, considerada por mim a melhor jogadora do torneio (quanta honra para ela). Veloz, habilidosa e participativa, a lourinha (um pleonasmo em se tratando de Suécia) de cabelos encaracolados não dá sossego às defesas adversárias. Como diriam os antigos, é um verdadeiro azougue. Seria uma boa vê-la formando dupla de ataque com o Leandrão no Botafogo, já pensou? Ironicamente, os holofotes apontavam no início para a camisa 10 do time, Hanna Ljungberg, que até agora não disse a que veio. Mas talvez ela desencante na final, a Suécia bem que vai precisar.

sábado, outubro 4

Já posso riscar mais dois cds da lista dos que faltam pr'eu completar a discografia dos Cowboy Junkies. Primeiro disco dos canadenses, Whites Off Earth Now!! é recomendável só para quem for realmente muito fã. Composto, em sua quase totalidade, por regravações de standards do blues, ele acaba ficando um tanto repetitivo, embora já evidencie o estilo climático, quase hipnótico, que se tornaria marca registrada da banda. As melhores faixas, na minha humilde opinião, são Shining moon, State trooper, Take me (única composição própria) e Crossroads. A partir daí, felizmente, os irmãos Timmins ampliaram os horizontes e assimilaram influências de outros gêneros - country, folk, soft jazz, rock - , o que resultou na explosão criativa de The Trinity Session. O segundo cd riscado da lista foi o Miles From Our Home, que costuma ser execrado pelos fãs mais puristas como uma tentativa fracassada de alcançar o mainstream - ao menos nas críticas que eu li. Após repetidas audições, cheguei à seguinte conclusão: o disco é muito bom, e esse povo é mais xiita do que o Bin Laden. Verdade que músicas como New dawn coming, Hollow as a bone e a faixa-título, repletas de ganchos afiados, clamam por execução radiofônica. Mas eu pergunto: e daí? Isso só vem confirmar o talento como artesão pop do Michael Timmins. Quem dera a música comercial soasse um pouco assim. Além do que, para desgosto dos detratores, o lado mais taciturno da banda continua presente em músicas como Blue guitar, No birds today, Those final feet e At the end of the rainbow. Aliás, não entendi por que colocaram essa última, uma das pérolas do disco, como faixa secreta. Baita mancada.